Civil da Ana e do Álvaro
Cañe, Madrid, Segovia. Um civil rápido e bonito do jeito certo. Um dia com raiz, com gente, com vinho depois.
A história
Cañe não entrou nessa história como cenário. Entrou como raiz.
A gente chegou e eu entendi rápido por que fazia sentido. Ali estava a cidade natal do Álvaro, o lugar onde ele cresceu, estudou, foi à igreja, e onde a família dele tem os campos. Dá para sentir quando um lugar carrega memória. Naquele dia, o civil deles ganhou isso. Uma assinatura com chão.
O civil foi leve e direto. Importante sem precisar fazer barulho. E ainda assim, ficou gostoso. Ficou íntimo. Daqueles momentos em que o amor aparece no detalhe, na mão que procura a outra, no sorriso que vem sozinho.
No caminho, fomos costurando a história com paradas que tinham sentido. A rua onde eles moravam em Madrid, um pedaço do cotidiano deles. Segovia, que conversa com a história dos dois. E Cañe como ponto de partida, segurando tudo.
Eu gosto de observar como cada país desenha seus ritos. No civil espanhol, os dois assinam juntos. Tem uma parte que o noivo decora e diz antes. Parece pequeno, mas muda a energia. Dá presença. Dá peso.
E quando acabou, não teve pressa. Fomos para um bar com as pessoas da prefeitura e tomamos vinho. Conversa simples, riso fácil, aquele final que não tenta ser grandioso e por isso mesmo fica inesquecível.
Trilha sonora
Quer viver uma história assim do seu jeito?
Eu fotografo com presença, intenção e espaço para o que realmente importa acontecer.
















