Luana & Luan
Chapéu, Jack Daniel’s, igreja cheia, família por perto e uma pista que foi ficando cada vez mais caótica. Luana e Luan viveram o casamento com a mesma personalidade que carregam fora dele: leves, intensos, brincalhões e muito ligados às pessoas deles. A ideia dessa história não é mostrar só os momentos mais bonitos, mas tudo o que fez aquele dia ter a cara dos dois. Desde a preparação e a ansiedade antes da cerimônia até o vestido sujo, os abraços apertados e a festa completamente entregue.
A história
Luana e Luan já tinham deixado claro desde o começo que aquele casamento não seria sobre parar o dia inteiro para fazer foto. Eles queriam viver. Queriam estar perto das pessoas, beber, rir, dançar, abraçar e aproveitar de verdade tudo o que tinham preparado. Então foi assim que a gente entrou naquela história. Por perto o tempo inteiro.
Durante boa parte do making of da Luana, o tempo estava fechado. Quando ela já estava praticamente pronta, o sol apareceu. Mais tarde, apareceu de novo justamente na entrada dela na igreja. Pode parecer só uma coincidência, mas naquele dia não pareceu. A sensação era de que Deus estava ali com eles, acompanhando tudo de perto. Ainda mais que o propósito desse amor de 16 anos era poder comungar de novo.
Antes da cerimônia, eles ainda fizeram um first touch que durou coisa de dez segundos. A Luana encostou nele, sentiu a situação bater e saiu praticamente correndo porque ficou nervosa. Não teve segunda tentativa, não teve repetição e nem motivo para ter. Aconteceu daquele jeito. E era aquilo que a gente queria guardar.
A cerimônia ainda começou de um jeito que a gente nunca tinha vivido fotografando casamento. O padre atrasou cerca de 30 minutos. Nunca tínhamos visto isso na nossa carreira. A espera aumentou a ansiedade, mexeu com o ritmo de tudo e acabou virando parte da história também.
Depois da cerimônia, eles poderiam ter parado para fazer um ensaio de casal. Não quiseram. Preferiram a festa. Preferiram as pessoas e estar presentes no próprio casamento em vez de desaparecer por meia hora para produzir foto. Então a gente foi junto. Bora quebrar tudo né?
A partir dali ficou ainda mais claro quem eles eram. Chapéu, Jack Daniel’s, abraço, grito, dança, vestido ficando cada vez menos branco e uma pista que parecia ganhar mais energia conforme as horas passavam. A gente não precisava tirar os dois dali para criar alguma coisa. A fotografia já estava acontecendo na nossa frente.
E a relação com eles foi ficando cada vez mais próxima durante o dia. A Luana gostou tanto da gente que brincou que tinha adotado o Gugu como filho. E foi bem essa sensação mesmo. Em algum momento deixou de parecer que existia casal de um lado e equipe do outro. A gente virou amigo com câmera.
Na volta para casa ainda furamos um pneu e tivemos que parar no caminho para trocar. Mesmo cansados, depois de um casamento inteiro nas costas, continuamos falando sobre a festa, sobre as pessoas, sobre as fotos e sobre a história deles até chegar em casa.
Esse casamento ficou com a gente porque nunca pareceu uma cobertura montada. Pareceu vida acontecendo. E foi exatamente assim que a gente quis contar a história deles.
Quer viver uma história assim do seu jeito?
Eu fotografo com presença, intenção e espaço para o que realmente importa acontecer.